prazo
[—]
time
1 Product Designer (solo na squad), 1 UX Writer, 4 designers de produto (cocriação), 4 POs
plataforma
Web e Mobile Web
restrições
4 regras de negócio inegociáveis e divergentes entre produtos. Manter consistência de UX sem engessar a autonomia de cada squad.
confidencial
Não
Contexto
No Portal TIM, pricing é o módulo onde a conversão acontece. É ali que o cliente compara planos e decide o que contratar. O problema é que esse módulo não era um só. Quatro squads de produto recriavam e aplicavam a sua própria versão, cada uma com layout e estrutura diferentes.
O efeito era cumulativo. O usuário tinha dificuldade de comparar ofertas entre produtos, principalmente em transições naturais como migrar do Pré para o Controle. A conversão global ficava abaixo do esperado por puro excesso de carga cognitiva. E os times de UX e engenharia reinventavam a roda a cada página, gerando retrabalho constante.
Some a isso um detalhe que definiu o tom do projeto: o ambiente tinha baixa maturidade de design e de testes. Validar com usuário não era rotina, era algo a ser construído do zero junto com a solução.
O Desafio
Cada produto tinha uma regra de negócio própria e inegociável. Não dava para impor um único layout de cima para baixo, porque cada squad resolvia uma necessidade real e diferente.
TIM Controle
regra inegociável · Múltiplos planos
Vários planos próximos entre si geram complexidade. O usuário precisa diferenciar ofertas parecidas sem se perder.
TIM Pós (Black)
regra inegociável · Foco em valor
A venda gira em torno do benefício agregado (VAS), como Disney+ e Amazon Prime. O valor percebido é o argumento, não o volume de dados.
TIM Pré
regra inegociável · Simplicidade
Recarga direta, decisão rápida. Qualquer excesso de informação trabalha contra a conversão.
TIM Fibra
regra inegociável · Combos
Internet somada a serviços. O card precisa comunicar o pacote, não um item isolado.
Objetivo:um módulo único que atenda às quatro regras de negócio sem sobrecarregar o usuário com informação em excesso.
O desafio não era escolher uma regra como certa. Era encontrar uma estrutura que respeitasse as quatro ao mesmo tempo.
Descoberta nos Dados
O primeiro passo foi olhar o que as ferramentas de analytics já diziam sobre como as diferentes aplicações do módulo impactavam o resultado. Quatro padrões se repetiam.
// o que dizem os dados · GA + Hotjar
O CTA na primeira posição do card gera mais cliques do que nas posições seguintes ou no rodapé.
ImplicaçãoA hierarquia visual do botão é crítica e inegociável.
O usuário escolhe com muito mais frequência a oferta apresentada na primeira posição (à esquerda no desktop, primeira no carrossel mobile).
ImplicaçãoA ordem de apresentação é uma ferramenta de negócio estratégica.
Cards com a tag "Melhor oferta" geram consistentemente mais cliques do que cards sem nenhuma marcação direcional.
ImplicaçãoO sistema de destaque precisa ser fortemente padronizado.
A rejeição média nos fluxos de escolha de plano é de 42%, com variação grande entre produtos.
ImplicaçãoAlgumas interfaces já performam melhor: há espaço imediato para otimização cross-produto.
Navegando pelas páginas dos produtos no mobile, encontrei o ponto mais grave. O dimensionamento do card empurrava o CTA para fora da primeira dobra, somado à sobrecarga de informação e à pouca diferença percebida entre ofertas vizinhas.
Hipótese
Com os aprendizados sintetizados, formulei junto à PO uma hipótese para direcionar a solução.
Rever a estrutura de informação do módulo, garantindo que ele atenda às diferentes regras de negócio e facilite o entendimento do usuário sobre as ofertas. Com isso, esperamos reduzir a taxa de rejeição e aumentar a interação com o módulo.
Processo de Cocriação
Antes de desenhar, analisei concorrentes e referências de outros mercados para entender como simplificar o card sem perder informação relevante.
Como o módulo precisava servir as quatro squads, não fazia sentido decidir sozinho. Facilitei uma dinâmica de cocriação com o time de UX de cada squad, para que as soluções nascessem já contemplando as demandas de todos.
Primeira Iteração
Refinando as sugestões mais votadas na dinâmica, montei a primeira versão do card. Ela já trazia o destaque para a oferta mais vantajosa, mais peso para Giga e Preço, a escolha da forma de pagamento dentro do card, um texto de apoio para diferenciar as ofertas e a simplificação dos benefícios em um collapse.
Para captar a visão de negócio, levei essa versão a uma critique com os POs das quatro squads. A principal preocupação foi com os benefícios que ficariam ocultos no collapse, justamente o que cada squad considerava diferencial estratégico.
Teste de Usabilidade
Aqui está um dos pontos que mais me orgulho no projeto. Em um ambiente de baixa maturidade de testes, estruturar uma avaliação formal já era, por si só, demonstrar o valor de testar: captar e antecipar problemas antes de levar qualquer coisa para produção.
Conduzi um teste moderado remoto com 5 usuários para avaliar a eficiência do novo módulo. Aproveitei para validar quais fatores eles consideram ao contratar uma oferta. Giga e Preço foram os mais citados, confirmando a hierarquia que eu já vinha reforçando.
Ao final, os participantes responderam ao questionário SUS para medir a facilidade de uso percebida.
A nota alta não me deixou cego para os problemas. Durante as sessões, dois pontos críticos apareceram no card, destacados abaixo.
Iteração Pós-teste
Reestruturei a hierarquia visual em dois blocos. O primeiro destaca o principal diferencial da oferta, agora com as logos dos serviços em vez de texto puro. O segundo reúne os benefícios complementares. No lugar da escolha de pagamento, entrou a opção de adicionar um serviço extra, com o toggle mais explícito.
antes
Benefício em texto, leitura densa
depois
Dois blocos, logos e serviço extra claro
A Solução
A resposta para as quatro regras não foi um card único e fechado. Foi um sistema modular. As boas práticas validadas ficam fixas e garantem consistência; o conteúdo que muda de produto para produto fica configurável.
// um sistema, não um template
Fixo
boas práticas inegociáveis
- ▸Destaque visual da melhor oferta
- ▸Hierarquia de Giga e Preço
- ▸CTA na primeira posição do card
Configurável
por squad, conforme a regra de negócio
- ▸Forma de pagamento no card
- ▸Serviço extra opcional (toggle)
- ▸Benefícios e VAS exibidos
- ▸Combos e conteúdo de apoio
as combinações do bloco configurável geram seis formatos de card, sem quebrar a consistência
Com isso, cada squad monta a sua variação sem quebrar a comparabilidade entre produtos nem reabrir as decisões já validadas. Os módulos ligam e desligam conforme a regra de cada produto, do card completo ao mais enxuto.
// variações do mesmo sistema
01 / 06Quem Fez o Quê
A atuação foi transversal, conectando quatro squads que antes trabalhavam isoladas.
Resultados
Para validar as melhorias, a squad de TIM Controle foi a primeira a implementar o novo pricing.
87
SUS
faixa Excelente no teste com 5 usuários
4
squads alinhadas
Controle, Pós, Pré e Fibra em torno de um único módulo
100%
adoção cross-produto
o sistema modular virou o padrão das quatro squads
A formatação mais enxuta elevou a taxa de visualização média ao longo da página, e a navegação vertical no mobile facilitou a exploração das ofertas, com aumento na taxa de cliques para contratação. Mais do que os números, o projeto deixou um sistema que as quatro squads adotaram e um precedente: o de que vale a pena testar antes de subir para produção.
Metodologia: ganhos de visualização e cliques medidos na implementação da TIM Controle, primeira squad a adotar o módulo. São indicadores direcionais, ainda sem consolidação cross-produto.










